Eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam. Eta verbinho pequeno e mágico, revolucionário. Recheio de novelas, tema de filmes, livros a perder de vista. Pequeno e infinito, sem ponto final porque continua permeando nossa lembrança com seus ótimos momentos. Até a coca-cola conseguiu colocar em seu rótulo "mãe você é essa coca-cola toda". É ou não é uma declaração de amor global e teen?
O amor vira versos universais que servem como uma luva. Apoderamos-nos do que outros apaixonados escreveram e usamos em causa própria. É o que eu pretendo agora com o livro, Te Amo. Não sei se é livro ou cartão. Mas, tenho certeza de que é uma declaração de amor. Te Amo, da editora BesouroBox, de Porto Alegre, foi escrito por Alexander Pivato e Marco Cena. O livro tem a capa preta e em letras garrafais vermelhas está escrito TE AMO. Não tem numeração nas páginas, mas eu contei e são 45. A contra capa anuncia, "O ministério da Saúde adverte: este livro pode causar paixões arrebatadoras. "A prova d'água. Chore à vontade em cima dele". E, na primeira página: "Sorria, você está sendo amado (a).
Te Amo chegou para mim através de uma colega de trabalho que recebeu de presente esse pequeno notável do seu namorado. De cara ele virou fonte de inspiração e ganhou a crônica dessa semana, merecidamente, porque é muito bem bolado e interativo. A proposta é que os apaixonados marquem com um (x) a sua maneira toda própria de dizer eu te amo. Ai está sua delicadeza, dizer eu te amo personalizadamente.
"Te amo aos gritos! Te amo de cantinho. Te amo porque és... a tampa da minha panela; meu lexotan; a agulha do meu palheiro; o antivírus do meu computador; o feijão do meu arroz; meu parque de diversões; a uva do meu vinho; a vela da minha encruzilhada; o catchup da minha batatinha; a outra metade da minha laranja; a surpresa do meu kinder ovo; a calda do meu pudim; meu início; meu fim; meu meio. Te amo porque és minha vontade de seguir adiante; minha boa maré; meu farol radiante. Te amo e isso não tem preço. Te amo e pouco importa... se tua mãe é minha sogra; aquela sujeirinha atrás da orelha; se me ligas a cobrar; se não me convidas para o teu Orkut; se não largas o controle remoto; teu ronco; a mula manca; se meu time perdeu; que ligou meu play III na voltagem errada; a boca torta; o limite do teu cheque especial; teu hálito pela manha; se desafina quando canta; se não sabe dançar".
"Te amo, logo... te dei este livrinho; insisto; te chamo por um apelido fofinho; entendo meu cunhado; tomo mais banhos no inverno; suspiro; me mordo de ciúme; arrumo a casa todo dia; quero casar contigo; me jogo aos teus pés; derreto; levo sempre comigo tua foto; cuido mais do meu quintal; escrevo teu nome na areia. Te amo e quero ser... teu sabonete; o disquete do teu drive; a manteiga do teu pão; teu tapete mágico; o ponto de exclamação da tua frase; a goiabada do teu queijo; teu filtro solar; a última bolachinha do teu pacote; o melzinho na tua chupeta; tua vontade de sorrir; a azeitona da tua empada; o recheio do teu sonho; teu abrigo na tempestade".
"Te amo assim... feito gato no telhado; como água mole em pedra dura; no escurinho do cinema. Te amo mais do que... ser chamado na sala de espera; fio dental depois de chupar manga; tirar meus sapatos apertados; um 10 na prova". Corre e compra esse livro tchê porque tem tantas maneiras de dizer eu te amo que não cabe nesta crônica.
Andréa Muller
jornalista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário